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Sessão X – Dar visibilidade às excluídas da História

Webinars promovidos em parceria entre o PPGTE/UTFPR, em Curitiba (Brasil), e o HTC-CFE da Universidade NOVA de Lisboa, Portugal.
Seminário Permanente “Práticas de Experiências e Metodologias”, um ciclo de webinars abertos ao público dedicado à partilha de práticas de pesquisa, experiências de campo e abordagens metodológicas inovadoras, um espaço contínuo de diálogo e reflexão crítica sobre as formas de produzir conhecimento, conectar territórios e transformar realidades a partir da pesquisa interdisciplinar.
A iniciativa reúne pesquisadores e pesquisadoras das Ciências Sociais, Humanas e Tecnológicas, com o objetivo de explorar coletivamente os modos de fazer ciência em articulação com os desafios contemporâneos.
Os encontros ocorrem ao longo do ano letivo, em formato 100% online.
Confira a programação completa e participe:
https://cfe.uc.pt/formacao/seminario-praticas-de-experiencias-e-metodologias
Inscrições: https://forms.
Participe, partilhe e reflita connosco sobre as metodologias que movem a pesquisa contemporânea!
8 de dezembro, segunda-feira (14h – Fuso do Brasil | 17h – Fuso de Portugal)
Dar visibilidade às excluídas da História
Virgínia Baptista
Dar voz às mulheres para períodos recuados é um desafio que se coloca aos historiadores e historiadoras. Quem escreveu os artigos, cartas e atas publicadas e assinadas em nome das mulheres, que eram com frequência iletradas? Qual a conceção política que vigorava nas épocas em que os documentos estatais, relativamente às mulheres, foram elaborados? Não existem fontes iconográficas que, provavelmente, modelaram as vivências das mulheres? Também, os conceitos, as nomenclaturas e as classificações têm diversos sentidos ao longo dos tempos. Estas questões levam os historiadores e as historiadoras a diversos métodos nas suas pesquisas, para uma cuidadosa análise hermenêutica das fontes, para distinguir as realidades das representações. Atualmente a historiografia sobre o género / mulheres passa pela ampla dimensão da interseccionalidade, quase sempre invisível ou impossível de descortinar nas fontes escritas, daí a importância ao recurso da história oral e às práticas de investigação interdisciplinares. Sendo o objetivo destes estudos uma história global e decolonial é necessário ter em atenção que as fontes foram e ainda são, com frequência, dominadas por diversos poderes ‒ políticos, masculinos e raciais.
Virgínia Baptista – É licenciada em História pela Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, Mestre e Doutora em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE-IUL. É investigadora integrada do HTC-NOVA FCSH-CFE-UC. As suas teses foram publicadas e premiadas: «As Mulheres no Mercado de Trabalho em Portugal: Representações e Quotidianos (1890-1940)», CIDM, 1999; «Proteção e Direitos das Mulheres Trabalhadoras em Portugal 1880-1943», ICS, 2016. Tem como principais interesses de investigação a História Contemporânea; a História das Mulheres Trabalhadoras; A História das Mulheres e do Associativismo Mutualista e Sindical e a História das Mulheres e da Medicina. Participou em congressos nacionais e internacionais, com capítulos e artigos escritos, com o objetivo de dar visibilidade às mulheres no trabalho, na maternidade, na vida associativa, na história da arte e nos manuais escolares, entre outros. https://www.cienciavitae.pt/portal/2510-31D3-B87D