Ana Filipa da Silva BessaAtividadesJoana Rita Costa FragãoJosé Carlos Caetano XavierMarine Research LabMarineTechNotícias

Um estudo internacional liderado por investigadores do Centre for Functional (CFE) do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e da (FCTUC) detetou e compostos químicos associados à produção de (aditivos) em que se reproduzem em regiões subantárticas, nomeadamente na Geórgia do Sul. Alguns destes compostos são reconhecidos como disruptores endócrinos.

Neste estudo, publicado na revista Journal of Hazardous Materials, foram analisados indivíduos de sete espécies de aves marinhas subantárticas, algumas das quais classificadas como vulneráveis ou em perigo de extinção. No total, foram identificadas 1275 partículas de origem antropogénica nos tratos gastrointestinais dos indivíduos analisados, correspondendo a uma média de cerca de 17 partículas por indivíduo.

“As análises revelaram que a maioria das partículas identificadas era de origem sintética (59%), em particular plástico. Foram também identificadas partículas de origem natural, como celulose e algodão, mas de origem industrial, podendo conter compostos adicionais, como corantes, que podem persistir no ”, explica Joana Fragão, aluna de em da FCTUC e do British Antarctic Survey, no Reino Unido.

O estudo analisou ainda a presença de compostos com potencial ação como disruptores endócrinos no fígado e no músculo das aves. Estes compostos, que podem interferir com o sistema hormonal, foram detetados, incluindo retardadores de chama, com concentrações mais elevadas no fígado.

“Os resultados evidenciam a presença simultânea de microplásticos e destes compostos em aves marinhas de regiões remotas, não tendo sido ainda estabelecida uma relação direta entre ambos nem avaliados os seus efeitos biológicos”, sublinha Filipa Bessa, coautora do estudo.

Ainda assim, os investigadores destacam que estes dados contribuem para uma melhor compreensão da exposição da fauna marinha a diferentes tipos de poluentes, sublinhando a importância de reforçar medidas internacionais que visem a redução da marinha e a proteção da , incluindo a implementação de programas de monitorização de plásticos e químicos, mesmo em considerados isolados.

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