• Objetivo |

    O BEATS é um projeto interdisciplinar inovador que combina biologia marinha, genética, taxonomia e inteligência artificial para desvendar a diversidade e a ecologia ocultas das lulas da Antártida. Estes animais são componentes essenciais das cadeias alimentares do Oceano Antártico, ligando pequenas presas a predadores de topo, como pinguins, focas, baleias e aves marinhas. No entanto, como as lulas são difíceis de amostrar diretamente nas águas antárticas, muito se desconhece ainda sobre a sua biodiversidade, estrutura populacional e respostas às alterações climáticas. O BEATS transforma este desafio numa oportunidade, utilizando os bicos das lulas (peças bucais rígidas que resistem à digestão e podem ser recuperadas de amostras de predadores) como uma poderosa fonte de informação biológica.

  • Duração do projeto |

    De 03/2026 a 12/2027

  • Programa de Financiamento |

    Fundação Santander Portugal – SeedProjects@UC

  • Responsável |

    Catarina NS Silva

  • Equipa |

    Lucas Bastos, Ricardo Cardoso Pereira, Joana Magalhães da Silva, José Xavier

  • Instituições participantes no Projeto |

  • Custo total elegível (EUR) |

    20000 €

  • Área científica |

    Ecologia Marinha

O BEATS pretende transformar a forma como a biodiversidade é estudada em ecossistemas remotos, integrando o conhecimento biológico com tecnologias de ponta. Ao combinar morfologia, ADN e IA, o projeto criará novas ferramentas para estudar espécies que, de outra forma, seriam difíceis de observar.

Os objetivos especificos do BEATS incluem:
1) Extrair ADN dos bicos de lulas para identificar espécies e investigar a conectividade populacional em regiões da Antártida.

2) Construir modelos de aprendizagem automática baseados em imagens capazes de identificar espécies de lulas a partir de fotografias de bicos.

3) Combinar o conhecimento morfológico tradicional com a genética e a IA para garantir resultados precisos, transparentes e robustos.

4) Utilizar a biodiversidade de lulas como indicador de como as cadeias alimentares da Antártida estão a responder às alterações ambientais.

Equipa CFE