Objetivo |
Avaliar o contributo de aves e morcegos insetívoros na supressão de insetos‑praga do arroz em África Ocidental, quantificando o impacto destes predadores naturais na produtividade agrícola e estimando o valor económico do serviço de ecossistema que prestam, com vista a promover práticas agrícolas mais sustentáveis e alinhadas com a conservação da biodiversidade.
Duração do projeto |
De 2021 a 2024
Instituição Financiadora |
Fundação para a Ciência e Tecnologia, I.P.
Responsável |
Sérgio Timóteo
Instituições participantes no Projeto |
- cE3c – Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes (coordenação científica)
- Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
- Parceiros locais na Guiné‑Bissau (apoio logístico e trabalho de campo)
Área científica |
- Conservação da Biodiversidade
- Ecologia Funcional
- Biologia Animal
- Agroecologia
- Ecologia de Ecossistemas Tropicais
- Serviços de Ecossistema
- Segurança Alimentar
O projeto EcoPestSupression parte do desafio global de alimentar uma população humana em rápido crescimento sem agravar a crise de biodiversidade. A intensificação agrícola, frequentemente usada para aumentar a produção, reduz habitats naturais e compromete os serviços de ecossistema essenciais.
Neste contexto, o projeto investiga o papel de morcegos e aves insetívoras como agentes naturais de controlo biológico na cultura do arroz nas bolanhas doces da Guiné‑Bissau, uma região onde a produção de arroz é vital para a segurança alimentar.
A equipa avalia a riqueza, distribuição e abundância destas espécies, analisa a sua dieta e o consumo de insetos‑praga, e quantifica o impacto direto na redução de danos nas culturas. O projeto inclui ainda a valorização económica do serviço de supressão de pragas, contribuindo para estratégias de intensificação ecológica e para políticas agrícolas baseadas na natureza.
A iniciativa reforça a importância da biodiversidade funcional e demonstra como soluções ecológicas podem simultaneamente aumentar a produção agrícola e proteger a fauna selvagem, promovendo sistemas alimentares mais resilientes.