
Objetivo |
O principal objetivo deste projeto é avaliar de forma abrangente o potencial de macroalgas e halófitas portuguesas enquanto fontes naturais de compostos bioativos capazes de combater bactérias resistentes a antibióticos. Em resposta ao agravamento global da resistência antimicrobiana, o estudo pretende identificar e caracterizar metabolitos secundários produzidos por plantas costeiras sujeitas a stress salino, explorando a sua atividade antimicrobiana contra estirpes bacterianas resistentes, de modo a abrir caminho ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas e fornecer alternativas promissoras aos antibióticos convencionais. [epic-pollinators.com], [pollinatoracademy.eu]
Duração do projeto |
De 01/02/2024 a 31/01/2025 (12 meses)
Instituição Financiadora |
FAM Foundation — FAM Grants 2023/2024
Responsável |
Elsa Teresa Rodrigues
Equipa |
Miguel Pardal, Isabel Henriques
Custo total elegível (EUR) |
11 705,65 €
Área científica |
- Microbiologia
- Ecologia Marinha
- Ecotoxicologia
- Biotecnologia
- Saúde Ambiental
- Resistência Antimicrobiana (AMR)
Este projeto inovador investiga o potencial de macroalgas e halófitas da costa portuguesa como recurso natural para combater a crescente ameaça da resistência a antibióticos, um dos problemas de saúde pública mais urgentes a nível mundial. Liderado pelo Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, o estudo parte do conhecimento de que estas plantas costeiras — sujeitas a condições ambientais extremas, como elevada salinidade — produzem metabolitos secundários com propriedades antimicrobianas significativas. O trabalho envolve a colheita de espécies de macroalgas e halófitas nativas, bem como a extração de compostos bioativos que são posteriormente testados em ensaios in vitro contra bactérias patogénicas resistentes disponíveis na coleção da Universidade de Coimbra. Estes testes incluem estirpes como Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e outras, de forma a identificar extratos com elevada eficácia antimicrobiana.
O projeto enquadra-se nas prioridades nacionais e internacionais de mitigação da resistência antimicrobiana, alinhando-se com a Estratégia Nacional para o Mar 2021–2030 e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, especialmente os ODS 3 (Saúde e Bem‑Estar) e ODS 14 (Vida Subaquática). Combinando ecologia marinha e microbiologia, esta investigação representa um passo crucial na descoberta de novas soluções terapêuticas baseadas em recursos naturais de origem marinha, destacando a relevância da biodiversidade portuguesa na busca de respostas para desafios globais emergentes.
