• Objetivo |

    O projeto FunDive tem como objetivo colocar a diversidade fúngica de forma clara e estruturada no mapa da conservação europeia, colmatando um dos maiores défices de conhecimento na monitorização da biodiversidade. Pretende compreender como as comunidades de fungos mudam no espaço e no tempo, avaliar até que ponto a Diretiva Habitats representa adequadamente esta componente essencial dos ecossistemas e desenvolver metodologias modernas – incluindo ciência cidadã, inteligência artificial e análise de ADN ambiental (eDNA) – para melhorar significativamente a identificação, o mapeamento e a conservação dos fungos na Europa.

  • Duração do projeto |

    De 01/01/2024 a 31/12/2026

  • Instituição Financiadora |

    União Europeia

  • Programa de Financiamento |

    BIODIVERSA+ – European Biodiversity Partnership

  • Responsável |

    Susana C. Gonçalves

  • Equipa |

    Susana Cunha

  • Instituições participantes no Projeto |

  • Custo total elegível (EUR) |

  • Área científica |

    Micologia
    Biodiversidade e Conservação
    Ecologia de Comunidades
    Monitorização Ambiental
    Biologia Molecular (eDNA)
    Inteligência Artificial Aplicada à Identificação de Espécies
    Ciência Cidadã

  • Site oficial |

FunDive é uma iniciativa pan‑europeia dedicada a suprir uma lacuna histórica: apesar da sua importância ecológica — desempenhando papéis fundamentais na decomposição, na ciclagem de nutrientes, nas redes tróficas, na saúde do solo e até na sobrevivência de plantas e animais – os fungos continuam amplamente negligenciados nas políticas e práticas de conservação. Em resposta a esta lacuna, o projeto combina diferentes métodos de monitorização para construir uma visão robusta e integrada da diversidade fúngica europeia.

Para alcançar este objetivo, FunDive recorre a abordagens complementares:

  • Ciência cidadã, envolvendo comunidades de micologistas amadores e profissionais na recolha de observações e amostras;
  • Ferramentas de inteligência artificial aplicadas ao reconhecimento de espécies;
  • Sequenciação de ADN ambiental (eDNA), permitindo detetar fungos que não formam estruturas visíveis;
  • Barcoding e tipificação de material de referência, garantindo consistência taxonómica e comunicação científica inequívoca;
  • Análises de padrões espácio‑temporais, permitindo avaliar o estado de conservação e o impacto de práticas de gestão.

O projeto procura também melhorar a infraestrutura de dados para fungos, consolidando e disponibilizando informação através de plataformas abertas e integrando os resultados com redes de dados globais, como o GBIF. FunDive é ainda fortemente orientado para o envolvimento público e para a ligação ciência–política, contribuindo para que os fungos deixem finalmente de ser um grupo negligenciado na conservação da biodiversidade europeia.

Equipa CFE