• Objetivo |

    Desenvolver uma estratégia sustentável de controlo da doença ESCA do quivi (kiwifruit) baseada em peptaibóis — péptidos antimicrobianos produzidos sobretudo por espécies de Trichoderma. Pretende-se ir além da compreensão tradicional do complexo de agentes envolvidos na ESCA, explorando novos biocompostos de origem natural com elevado potencial antifúngico e antibacteriano, capazes de substituir ou reduzir o uso de pesticidas convencionais e oferecer soluções mais seguras e eficazes para a produção de quivi em Portugal.

  • Duração do projeto |

    abril de 2022-março de 2025

  • Tipo de projeto |

    Nacional

  • Instituição financiadora |

    Fundação para a Ciência e Tecnologia, I.P.

  • Responsável |

    Maria Celeste Dias

  • Equipa |

    Paula Lorenzo
    Helena Castro

  • Instituições participantes no Projeto |

    LAQV–REQUIMTE (instituição proponente / coordenação)

  • Laboratório e Grupo |

    Stress Physiology Lab – Ecossistemas Terrestres e Alterações Globais

  • Custo total elegível (EUR) |

    249 932,18 €

  • Área científica |

    Fitopatologia
    Biotecnologia Vegetal
    Microbiologia Agrícola
    Produtos Naturais / Peptaibóis
    Proteção Integrada de Culturas
    Agricultura Sustentável

A doença ESCA do quivi é um complexo fitopatológico particularmente destrutivo, causado por um conjunto de fungos responsáveis por necroses vasculares, declínio progressivo da planta e perdas severas de produtividade. Atualmente, as medidas de controlo são limitadas, dependem de fungicidas à base de cobre e apresentam riscos ambientais e perda de eficácia. O projeto KIWIBOL surge como resposta a esta necessidade, propondo a identificação, síntese e validação de peptaibóis derivados de Trichoderma spp. como agentes de biocontrolo.

A investigação envolve a isolação e identificação molecular de estirpes de Trichoderma associadas a pomares afetados e não afetados pela ESCA, seguida da caracterização dos peptaibóis naturais que estas produzem. Estes compostos serão analisados por técnicas avançadas de proteómica e química estrutural e, posteriormente, será otimizada a sua síntese e purificação, avaliando a atividade antimicrobiana in vitro contra os principais patógenos do complexo ESCA — como Phaeoacremonium spp., Togninia minima, Botrytis cinerea — bem como contra diversas bactérias fitopatogénicas associadas ao quivi.

O projeto procura validar estes peptaibóis como alternativas ecológicas de controlo, avaliando simultaneamente a sua citotoxicidade e potencial de aplicação segura em sistemas agrícolas reais. O consórcio envolve REQUIMTE/LAQV e o CFE/UC, permitindo integrar competências de química verde, biotecnologia, ecologia funcional e proteção de plantas.

Equipa CFE