• Duração do projeto |

  • Equipa |

    (IR), Filipe Silva, Inês Castaño, Luísa Seixas, Sofia Diniz, Ana Campos, Inês José, Pedro Lucas, António Amaral, Tomás Marques, Sofia Costa Pinto, Joana Ralão, , Pedro Victorasso

Pertencente ao município da Chamusca no distrito de , a aldeia de Ulme é conhecida pela desenvolvida nas margens da ribeira que lhe é homónima – Ribeira de Ulme. Não obstante, os canais de Ulme apresentam uma multissecular e idiossincrática, aludindo retrospetivamente a meados do século XIV, período em que as casas senhoriais – ponto de paragem de monarcas como D. João I ou D. Sebastião – determinavam a fixação populacional e a dinâmica socio-económica da região.

Fortemente impelida para uma na atividade agrícola, derivada das suas potencialidades geográficas e naturais, congéneres às restantes e vilas que a ladeiam, a aldeia de Ulme parece dedicar-se por inteiro ao fabrico do arroz a partir do , onde azenhas e moinhos – estendidos ao longo de quase 17 quilómetros – marcam a proto- da localidade.

Estima-se, aliás, que a moderna do arroz em tenha nascido no Casal do Outeiro, em Ulme, onde se concentrava o arroz plantado na região do .

Mais tarde, o fabrico do papel e a extração de água deixarão também uma marca indelével no setor industrial de Ulme, ainda que, ao longo dos tempos, o arroz tenha permanecido como principal referência produtiva e como realidade social e económica predominante na região.